SANTO VIVO - ESTUDOS BÍBLICOS
Chamados Para a Liberdade em Cristo

CHAMADOS PARA A LIBERDADE EM CRISTO

*J. Dias


"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão" (Gálatas 5.1).

Depois de mais de trezentos anos de escravidão, o povo hebreu gemia debaixo do jugo egípcio. Estava chegando o tempo de Deus cumprir a promessa feita a Abraão, de que após quatrocentos anos de servidão o povo seria retirado do Egito e seria levado para uma terra que "mana leite e mel".

Os egípcios estavam preocupados com o crescimento do povo hebreu, os escravos estavam se tornando mais numerosos que eles. Então resolveram aumentar a servidão, passando a dar-lhes serviços cada vez mais pesados, assim o homem não teria disposição para gerar filhos. Esta estratégia não funcionou. Os hebreus era um povo sempre em crescimento, as mulheres hebréias eram de uma fertilidade impressionante. O Faraó então ordenou as parteiras das hebréias que quando nascesse um filho homem, elas o matassem. As parteiras temeram a Deus e deixaram os meninos com vida. Então o Faraó ordenou aos egípcios que matassem todos os meninos hebreus, que só preservassem as meninas. Assim foi feito, em todo Egito os israelitas choravam a perda de seus filhos.

Nasceu numa família da tribo de Levi um garoto. Era um menino extraordinário, bonito aos olhos de Deus (Atos 7:20). Não era uma criança comum (Hebreus 11:26). A mãe o escondeu por três meses. Quando já não havia meios de esconder a criança veio-lhe uma estratégia, colocou o menino em um cesto e vedou com betume, para que pudesse flutuar e colocou-o no rio entre os juncos para que a correnteza não o levasse para longe. A Irmã do garoto ficou acompanhando para ver o que acontecia. A filha do faraó veio ao rio para se banhar, suas servas ficaram passeando na beira do rio. Viram o cesto e vendo que havia nele uma criança, entenderam que era filho dos hebreus. A princesa resolveu adotá-lo. A Irmã do garoto aproximou-se e ofereceu-se para encontrar quem amamentasse o menino, o garoto foi entregue a própria mãe.

Joquebede cuidou muito bem da criança e ensinou a ele quem era seu povo. Foi algo que ela passou tão forte para o garoto que mesmo tendo uma vida de príncipe, e  todas as regalias do palácio do faraó não conseguiram apagar.


Após o menino crescer ela o entregou a filha do faraó, que lhe deu o nome de Moisés, que quer dizer “das águas foi tirado”. Ele passou a ser educado como príncipe do Egito. Aprendeu a ter disciplina, liderança e autoridade.
O rapaz não esqueceu as lições dadas por sua mãe, mesmo sendo um príncipe do Egito preocupava-se com o povo hebreu, seu povo .


Aos quarenta anos, precisou fugir do Egito para não ser morto. Foi para o deserto onde viveu quarenta anos sendo pastor de ovelhas. Aprendeu a ter paciência, conduzir, proteger e amar o seu rebanho, também a enfrentar as dificuldades do deserto. (Esta história esta contida no capítulo 2 de Êxodo).

Moisés aprendeu a ser disciplinado; a liderar; a ter autoridade; a usar a paciência e a conduzir e proteger.

Nada do que aconteceu com Moisés foi obra do acaso, tudo foi propósito de Deus. O Senhor para libertar o povo hebreu do Egito, precisava de um israelita que não fosse escravo, que soubesse liderar, que tivesse autoridade e muita paciência para suportar e conduzir um povo que lhe traria muitos problemas.

Os israelitas ao saírem do Egito era um povo sem amor próprio, com a auto-estima baixíssima, que havia se acostumado a servir e ser humilhado. Durante a caminhada para a Terra Prometida, sempre que surgia qualquer dificuldade eles passavam a elogiar os tempos de escravidão. Nunca conseguiram gozar a liberdade que haviam recebido de Deus, o Egito e a escravidão nunca lhes saiu do coração. Era um povo derrotista e sem visão. 

Já bem próximo de Canaã, em Cades-Barnéia, Moisés enviou uma comitiva composta de doze homens, um líder de cada uma das doze tribos para espiar a terra que eles iam conquistar e tomar posse. Dez destes homens tinham a sua visão encoberta pela escravidão e voltaram apavorados com o que viram, encheram o povo de medo. O povo resolveu levantar um líder e voltar ao Egito e dizer aos opressores: “desculpem pela fuga, fomos enganados por um tal de Moisés, mas estamos aqui pedindo humildemente que nos recebam de volta como escravos”.


Naquele dia o Senhor só não destruiu este povo porque Moisés interferiu como mediador. Mas Deus garantiu que nenhum dos que viram os milagres e maravilhas que ele realizou no Egito e no deserto e mesmo assim continuaram incrédulos entrariam em Canaã.


Por isso Deus os deixou vagando por quarenta anos no deserto até que todos os que tinham o Egito no coração morressem, ficando destes apenas quem entendeu que a escravidão havia sido deixada para traz e que a liberdade havia chegado, ou seja, Josué e Calebe. Estes entraram na Terra Prometida juntamente com os remanescentes, os que tinham menos de vinte anos quando do relatório dos espias em Cades-Barnéa e os que nasceram durante a caminhada de Israel no deserto. Sob o comando de Josué foram vitoriosos em todas as batalhas e tomaram posse da promessa que Deus havia feito a Abraão, Isaque e Jacó.

Nós também éramos escravos do pecado, nossas almas gemiam por liberdade. Para nos libertar desta servidão teria de ser alguém que fosse homem como nós, mas que não fosse escravo do pecado, alguém que soubesse liderar e tivesse paciência para suportar a nossa teimosia. Alguém que fosse o mediador entre nós e Deus durante a viagem até a Canaã celestial.

Deus nos enviou seu filho Jesus. Nascido de mulher, portanto humano, mas gerado pelo Espírito Santo, portanto sem pecado.

Jesus veio a terra, fez milagres, maravilhas e pregou o reino de Deus, nos apresentou o caminho da liberdade, a saída do Egito espiritual, o pecado. Deixou o convite em aberto para toda humanidade. Quem quiser deixar a vida de escravidão e passar a fazer parte da comitiva que está em viagem para a pátria celestial é só aceitar o convite de Jesus. Nos comissionou a sermos embaixadores do reino celestial e como embaixadores temos o compromisso de falar a verdade sobre a pátria celestial, e convidar pessoas a integrarem a comitiva. 


Deixou bem claro que a caminhada não seria fácil, que teríamos que ser fortes e usar a sua Palavra, a oração e a união para sermos vitoriosos nesta viagem. Avisou-nos que não adianta chegar até "Cades-Barnea" e voltar atrás, temos que perseverar até o fim. Precisamos ser confiantes como Josué e Calebe, não temer os gigantes que virão contra nós, mas saber que quem está conosco é maior do que qualquer gigante.

Nós que aceitamos o convite para deixar a escravidão, estamos caminhando para a Canaã celestial. A viagem é longa.  O caminho às vezes é doloroso, cheio de tentações. Muitas vezes o inimigo nos ataca pela retaguarda, como fizeram os amalequitas quando Israel estava saindo do Egito. Por isto devemos estar vigilantes, porque aquele que nos mantinha escravizados vai sempre nos querer de volta para servi-lo. Por isso nosso coração deve ser livre, devemos ter desejo de alcançar a nossa pátria celestial.

Não podemos ter duvidas quanto ao nosso destino, devemos sempre saber responder o motivo da nossa esperança de vida eterna.


Foi para uma vida de liberdade que Cristo nos chamou, não vos deixem escravizar por doutrinas de homens, que querem que sigamos suas leis que não tem apoio na Bíblia Sagrada. Paulo ensina a Igreja de Colossos: (Colossenses 2:20) - Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne".


Liberdade é servir a Deus sem achar que isto é um peso ou uma obrigação.
Nossa liberdade em Cristo tem um parâmetro que é o Espírito Santo. Gosto muito de comparar nossa liberdade a quem está de viagem num grande transatlântico. Ele pode ir onde quiser e fazer o que quiser, desde que não saia dos limites do barco. Nós também podemos ir onde quiser e fazer o que quisermos desde que não saiamos dos limites do Espírito Santo. Sempre que nós ultrapassamos o limite um alarme é disparado em nosso coração. Procure ouvir este alarme, para não morrer no deserto, antes de chegar a Canaã.

*Editor do Site

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