SANTO VIVO - ESTUDOS BÍBLICOS
Em Busca de Uma Igreja - Mudando de Igreja

EM BUSCA DE UMA IGREJA - MUDANDO DE IGREJA

Pastor Paulo César Brito


Hoje em dia, é comum um novo convertido ao Evangelho, e mesmo pessoas já com bastante experiência na fé fazerem certas perguntas: “Quais os critérios apropriados para escolhermos uma igreja?”, ou “como saber se a igreja que estou frequentando vai abençoar minha vida?”

É certo que neste caso, como de resto, em inúmeras situações da vida, devemos levar em conta muitas coisas, a fim de não tomarmos decisões erradas. Para começar, não escolha sua igreja pela mera proximidade de sua casa. Afinal igreja não é supermercado! O que se vê por aí são pessoas entrosadas em determinada comunidade e que de uma hora para outra, resolvem mudar de igreja, atendendo a um apelo por mais comodidade ou mesmo por economia no transporte. Tal mudança pode virar uma tragédia. Não abra mão de sua saúde espiritual em função da localização de um prédio.


Outro ponto importantíssimo é conhecer a doutrina praticada pela igreja que você pretende frequentar. Em outras palavras – no que esta igreja crê? Não há lógica, por exemplo, em que um crente pentecostal que aceite a contemporaneidade dos dons espirituais, transfira-se para uma congregação tradicional, onde a visão é diferente. Da mesma forma, aquele irmão que não aceita uma liturgia mais espontânea pode sentir-se desconfortável em uma comunidade onde o clima espiritual seja mais avivado. É lógico que estilos de culto não são essenciais para a nossa vida espiritual ou salvação; mas é a teologia da igreja que define o que somos e no que cremos.


Escolha igrejas onde os pastores ministrem ao seu coração, guiados por Deus. Que você sinta o agir do Espírito Santo. É impossível você sentir-se bem em uma igreja cujos pastores não lhe causem admiração respeito e não tenham legitimidade espiritual. É preciso reconhecer que Deus fala através de seus líderes. A relação de um pastor com seu rebanho é coisa complexa. Envolve confiança, amizade, noção de autoridade e amor.


O ensino da Palavra de Deus também é ponto fundamental a ser considerado quando se procura uma igreja. Ultimamente, diversas igrejas não valorizam o estudo da Bíblia. É uma atitude pensada – quem aprende, cresce; quem cresce, questiona; quem questiona cobra, e por aí vai. Um povo instruído exige igualdade, cobra transparência. O problema é que, em diversas comunidades não há interesse em se formar cabeças pensantes ou crentes maduros.


Além da falta de questionamento, outra característica altamente nociva de algumas igrejas é o sectarismo. Ensinar que somente esta igreja é abençoada, em detrimento de outras é um erro. O Reino de Deus é grande demais para caber apenas uma denominação. Os milagres do Senhor não acontecem apenas em uma instituição, mas são possíveis em qualquer lugar em que seu nome é pregado e exaltado.


O que aprendemos é que o Evangelho não muda. Uma igreja bíblica deve sempre pregar contra o pecado. Algumas igrejas, para não perder frequentadores, saem do padrão bíblico e permitem situações erradas. É por isto que existem entre nós tantos caloteiros, pessoas de mau-caráter e adúlteros, que vivem pulando de igreja em igreja e, mesmo excluídos de uma são recebidos com festa em outra.


Na década de 70, surgiram no meio evangélico as igrejas que defendem a teologia da prosperidade, que pregam que entre outras coisas que crente nasceu para ter dinheiro, um bom emprego, enfim ser próspero. Esquecendo que Jesus nos ensinou a buscar primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e as demais coisas nos seriam acrescentadas.


O problema das “igrejas da prosperidade” é que elas priorizam as “demais coisas” em detrimento do Reino. Esta doutrina machuca os pobres, ofende as pessoas de classe social mais baixa, além de ser a causa de frustração dos ingênuos – gente que compra a idéia do “é dando que se recebe”, faz todas as entregas, participa de todos os desafios, todas as correntes e, mesmo assim fracassa nas finanças. Milhares de pessoas não querem nem ouvir fala em igreja Evangélica, simplesmente porque sentiram-se enganadas por tais ensinos. Mas essas pessoas devem tomar conhecimento que nem todas as igrejas agem assim, a grande maioria está realmente preocupada com sua alma, com sua salvação.


Por último, observe se em sua igreja, está havendo mudanças de vida. O Evangelho muda a vida das pessoas. Transforma-as, liberta e cura. Nossa igreja é nossa família e o melhor é nunca abandonarmos nossa congregação, como é costume de alguns. Contudo se concluirmos que determinada igreja á doentia, ficamos doentes se continuarmos nela. E a doença espiritual pode levar-nos à morte espiritual.



FONTE:

Revista Eclésia

www.santovivo.net


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