SANTO VIVO - ESTUDOS BÍBLICOS
Usos e Costumes e Liberdade Para Servir a Deus

USOS E COSTUMES E LIBERDADE PARA SERVIR A DEUS


Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11.30).


Nascido de pais evangélicos conheci muito bem as dificuldades que havia para levar a Palavra de Deus ao interior do Brasil, nas décadas de 70 e 80. Além das dificuldades de acesso havia outro problema que dificultava a evangelização. Estou falando da “doutrina” dos usos e costumes trazidos pelas igrejas pentecostais. O grande problema que causava esse tipo de ensino é que muitas vezes quando uma mulher se convertia, em pouco tempo era “convidada” a deixar a igreja, por não concordar com as imposições quanto a vestimentas, pinturas, proibição de corte de cabelo, e outras coisas. Sempre o maior problema era com as mulheres, já que aos homens bastava não usar barba nem cabelos longos.


As pessoas vinham do mundo querendo se livrar do jugo do pecado. Era de imediato colocado sobre seus ombros o jugo da igreja. O que Jesus falou sobre o seu jugo ser suave não era seguido.


O correto é que a mudança do convertido aconteça de dentro para fora e não o contrário. Mas não era assim que pensava a igreja. Queriam que a mudança fosse de fora para dentro. Então a pessoa tinha duas opções, ou aceitava a imediata troca do vestuário ou não seria aceita na igreja. Quer dizer, o coração não tinha o menor interesse, o sentimento da pessoa por Jesus não era levado em conta, a salvação de uma alma estava em segundo plano, o mais importante era por na pessoa a “marca” da igreja.


O correto seria primeiro ensinar a Palavra de Deus, e não tentar impor os usos e costumes da igreja, como se isso demonstrasse mudança ou conversão. Afinal o que demonstra conversão não é a roupa, e sim as mudanças de atitudes no dia a dia. Mudar de roupa pode significar apenas mudança de religião e não mudança de vida.


Nas igrejas que impõem os usos e costumes, muitas pessoas não tem um comportamento cristão exemplar, mas só porque usam roupas conforme manda a igreja, são consideradas santas servas de Deus. Quer dizer, estão medindo nossa intimidade com Deus, pelo modo de nos vestirmos.


Outro dia estava ouvindo no rádio um pastor de uma grande igreja orando: “demônio da calça comprida, vai saindo; demônio do batom, vai saindo; demônio do cabelo curto; demônio da saia curta, vai saindo”. Eu nem sabia que demônio usava batom, mas o pastor estava preocupado com isso. Na realidade o que ele queria era fazer medo às pessoas que não tem conhecimento bíblico, dizendo para elas que estas coisas como calça comprida, batom e etc., são coisas do diabo.


As passagens bíblicas usadas para validar essas “doutrinas” são usadas fora do contexto, ou não levam em conta os costumes da época e local.


O pior é que este tipo de coisa continua acontecendo. A diferença é que agora existem várias opções denominacionais, graças ao Bom Deus. Isto implica que podemos procurar uma igreja que seja parecida com nosso perfil. O importante é as pessoas compreenderem o valor da salvação e não a importância que há em suas roupas. Devemos defender a moderação no vestir, mas sem exageros.


O certo é que hoje ninguém tem mais a desculpa de não seguir a Jesus por causa das imposições da igreja, que muitos chamam de doutrina, mas, na realidade são apenas usos e costumes ou tradições da denominação. É só procurar uma igreja em que se sinta bem, se sinta aceita e amada por seus irmão de fé.


Mas uma coisa deve ficar bem clara, se sua igreja exige certo tipo de vestimenta, você precisa aceitar, afinal você é livre para servir a Jesus onde quiser, não é obrigada a permanecer em nenhuma igreja. Mas, onde você estiver tem que se adequar as normas. Isso é o correto a ser feito. Jamais devemos escandalizar outros irmãos com atitudes que não trazem nenhum proveito para o Reino de Deus, apenas confusão. Isso o colocará em pecado, não por suas roupas ou pinturas, mas por sua rebeldia.


J. DIAS

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