SANTO VIVO - ESTUDOS BÍBLICOS
De João Batista ao Messias

DE JOÃO BATISTA AO MESSIAS

*J. DIAS


JOÃO BATISTA

Após 63 anos de dominação romana, os judeus esperavam ansiosamente o Messias. Eles não tinham dúvidas que o Cristo seria um guerreiro que viria para libertar a Judéia do domínio estrangeiro. Quem sabe fazendo da Judéia uma potencia. Esse era o sonho da maioria dos judeus.

Foi neste ambiente de expectativa messiânica que apareceu em cena um homem estranho, vestido de pêlos de camelo, chamando todos ao arrependimento de seus pecados e dizendo que o Reino de Deus estava próximo. Este homem era João Batista, que além de anunciar o Reino de Deus trazia uma prática, após se arrepender de seus pecados a pessoa era mergulhada nas águas. Isto ele chamava de batismo, por isto era chamado de "Batista".

Qualquer movimento novo que aparecia levantava suspeitas dos chefes religiosos da época, os Fariseus e os Saduceus. Para descobrir quem era esta figura, enviaram de Jerusalém uma comitiva para ver e interrogar João Batista acerca de suas práticas. Na realidade eles queriam saber se João era o Messias. João garantiu “não sou o Messias”. Eles perguntaram: então quem é você? É Elias? João disse: “não sou”. “É o profeta?” ele disse, não. Disseram então os mensageiros de Jerusalém: diga-nos quem é você para que respondamos aos que nos enviaram. João respondeu citanda o profeta Isaias: “Eu sou a voz que clama no deserto, preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Jo 1.20-23).

João sabia sua identidade e qual era seu ministério, declarou: “depois de mim vem um maior que eu, do qual eu não sou digno de lhe desatar as sandálias” (Jo 1.27). Isto quer dizer: não sou digno de ser seu escravo. “Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. Notaram como João sabia quem era ele, sabia que era grande perante o Senhor Deus, pois ele disse “vem um que é maior do que eu”. Falou de algo totalmente novo, o batismo com o Espírito Santo. Algo que só se confirmaria no dia de Pentecostes (Atos 2).

As perguntas da comissão de Jerusalém são bem interessantes: “Você é Elias?”, os judeus entendiam com base numa profecia de Malaquias, que antes do Messias viria primeiro Elias (Ml 4.5). Eles falaram tanto isto para o povo, que era o que todos entendiam que aconteceria antes da vinda do salvador de Israel. Por isso os discípulos de Jesus após a transfiguração, desconfiaram que Ele era o Messias, mas perguntaram: "Senhor porque os mestres da lei dizem que Elias virá primeiro"(Mt 17.10)?

Outra questão: “você é o profeta?". Essa é bem interessante, que profeta é este a qual eles se referiam e que João respondeu sem demora “não sou”. Em Deuteronômio 18.14-21 está a resposta.

O MESSIAS

Um dia João estava batizando no rio Jordão quanto ele viu se aproximando Jesus, e alertado pelo Espírito Santo, proclamou: “eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). João profetizou naquele momento a morte de Jesus, senão vejamos: como é que se fazia com os cordeiros que eram entregues aos sacerdotes para perdão dos pecados do povo? Eram mortos em sacrifício. E João disse que Jesus era o cordeiro que tira o pecado do mundo.

Jesus foi batizado e seguiu para o deserto onde jejuou por quarenta dias e quarenta noites. Quer dizer Jesus para iniciar seu ministério, fez um período de consagração, teve toda uma preparação espiritual. E depois um teste de resistência a tentação (Mt 4.10).

Jesus chegou a Nazaré onde havia sido criado, e no sábado como era seu costume foi para a sinagoga. Na sua vez levantou-se para ler. O assistente lhe entregou o rolo do profeta Isaias. Ele leu o cap. 61 vs 1-2, onde está escrito: "O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes". Ao concluir a leitura Jesus dirigiu-se aos presentes e disse: “hoje se cumpriu esta profecia que vocês acabaram de ouvir” (Lc 4.21). Eles de inicio ficaram admirados, mas depois se tocaram e disseram: "este é o filho do carpinteiro, agora vem aqui dizer que a profecia messiânica se cumpre nele, o nosso messias será um homem forte um guerreiro, será um rei como Davi, não este filho de José e Maria, irmão de Tiago e Judas".

Assim o povo judeu começou a recusar seu Messias. Afinal depois de tantos anos subjugado pelos Romanos, eles tinham certeza que o Messias vinha par libertá-los dessa servidão.

Jesus continuou seu ministério, anunciando o Reino de Deus, dando vista a cegos, curando paralíticos, ressuscitando mortos e perdoando pecados. Mas isto desagradava aos chefes religiosos da época. O Senhor os incomodava porque os confrontava, mostrava ao povo a verdadeira face daqueles homens, criticava suas atitudes hipócritas e sua maneira de se acharem donos da verdade.

Eles que tanto se diziam conhecedores e interpretes das Escrituras, não conseguiram enxergar que naquele homem se cumpriam todas as profecias sobre o Cristo.

OS DOZE DISCÍPULOS

Jesus nunca insistiu com ninguém para segui-lo. Cada um dos doze discípulos que escolheu, não houve insistência. Era bem simples o convite – vem, segue-me. Nunca chamou para seu lado alguém por causa de sua posição social ou situação financeira. Jesus queria com Ele quem estivesse disposto a segui-lo sabendo que não ia ser uma jornada fácil. Alguns se propuseram a segui-lo, mas o Mestre viu que era só empolgação e os desestimulou, mostrou-lhe as dificuldades que iam enfrentar. Quando um jovem rico se propôs a ser um dos seus discípulos, Ele lhe falou que a coisa não era fácil. A riqueza dele para Jesus não fazia diferença.

OS AMIGOS COM QUEM JESUS PODE CONTAR

Quando Jesus morreu na cruz, para os humildes e assustados discípulos, seria muito difícil conseguir do governador Pilatos o corpo do Senhor. As mulheres que ficaram no Calvário observando de longe para ver o que aconteceria, deviam estar preocupadas, por que elas sabiam que os corpos que ficavam na cruz sem sepultura, eram comidos por aves de rapina e as partes baixas por cachorros, um espetáculo horripilante. Afinal em Jerusalém crucificação não era algo raro. Por isso deve ter sido um alivio muito grande quando elas viram José de Arimatéia e Nicodemos retirando da cruz o corpo do Mestre.

José de Arimatéia e Nicodemos, eram seguidores secretos de Jesus, devem ter visto a realização de poucos milagres, e não consta na Bíblia que Jesus tenha curado algum deles de alguma enfermidade. Quer dizer eles aceitaram a Jesus pela Palavra. Por isso foram pessoas com quem Jesus pôde contar. Quem aceita Jesus pelo o que Ele é e não pelo o que ele pode fazer, é o verdadeiro seguidor, o verdadeiro adorador, é o soldado fiel que não enxerga dificuldades na obra de Deus.

Podemos considerar estes dois homens como verdadeiros adoradores, afinal eles estavam cuidando de um amigo que na lógica humana não tinha como recompensá-los, não tinha como retribuir o favor. Então eles fizeram por amor ao Mestre. Foi em Jesus que estes homens encontraram segurança, palavra de amor, palavra de esperança. Diz no evangelho de Lucas que José de Armatéia esperava o Reino de Deus. Ele viu em Jesus a certeza que este Reino havia chegado. Não é porque Jesus morreu que sua esperança acabou, ele continuou crendo.

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