SANTO VIVO - ESTUDOS BÍBLICOS
O Esfriamento do Amor

O ESFRIAMENTO DO AMOR

Pastor Araripe Gurgel

“Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará”. (Mateus 24.12)


Houve um tempo em que o amor por Cristo motivava a conversão do ser humano. Nesse tempo, a transformação era tamanha que muitos, mesmo durante árduas perseguições, mantinham-se fiéis a Cristo, ainda que suas vidas estivessem em jogo, tudo por causa do amor.

Somos todos os dias confrontados com vários tipos de “evangelhos”. Somos cobrados pelo ”evangelho” das Igrejas, com suas proibições e liturgias exóticas, bem como suas regras e doutrinas relacionadas com a adoração, oração e vida ministerial, como se cada uma dessas coisas fossem passíveis de regulamentos eclesiásticos.


Somos exortados pelo “evangelho” dos milagres e do fogo, onde necessitamos urgentemente alcançar níveis elevadíssimos de espiritualidade para que estejamos prontos e preparados para a aceitação divina. O que falar então do “evangelho” da prosperidade, onde nos ensinam os segredos da vida próspera e vitoriosa?


Mas, Jesus, sabiamente, já predisse que “por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12). Parece que o tempo de tal profecia já chegou, e talvez isso explique a mudança na postura de muitos que se dizem cristãos. Reconhecendo as exceções, hoje não encontramos mais tantas pessoas ligadas a Cristo somente pelo amor. Nossa relação com Ele deixou de ser regida pelo amor, para constituir-se num mero contrato, assim como de casamentos “modernos”.


Nossa transformação resume-se no seguinte acordo: Eu paro de beber, paro de fumar e de prostituir-me, cumpro toda minha parte neste pacto, e o Senhor cumpre a sua, abençoando-me, curando-me e fazendo-me viver coisas sobrenaturais. Esse tipo de “acordo” traz-nos paz de espírito, esperança num futuro melhor e uma aparente sensação de dever cumprido. Quanta vaidade, quanta ilusão...


Existe uma garantia de vitória e sucesso para nossas vidas, a vitória garantida por Jesus. Essa vitória não se refere ao nosso suposto reinado terreno, tampouco uma vida abastada financeiramente e livre de doenças ou empecilhos. A garantia de vitória é a mesma que aqueles antigos fiéis depositaram sua confiança. “Nada pode nos separar do amor de Deus, pois ainda que morramos, viveremos eternamente com Cristo”. Nisso eles confiaram até o fim, até a morte, mas a morte lhes foi passageira e ineficaz, pois estão eternamente unidos a Cristo, todos eles os que foram fiéis e o amaram acima de tudo.


Temos observado, com grande tristeza, os abusos que estão ocorrendo no seio da Igreja. Esse abuso tem causado inúmeros males ao Corpo de Cristo, além de destruir vidas. Muitos daqueles que foram abusados perderam a fé e alguns até se tornaram inimigos da fé cristã, como conseqüência direta dos abusos que sofreram.


Na questão que envolve abuso espiritual temos constatado que não existem inocentes. Lideranças e liderados são igualmente responsáveis pelo descalabro que podemos observar e igualmente culpá-los pelo males praticados. Qualquer um que tente confrontar esses “líderes”, questionando se certas práticas são mesmo bíblicas, é tido como rebelde e sujeito a sofrer ameaças por parte da liderança questionada.


O Senhor Jesus advertiu severamente seus discípulos contra o desejo de se tornarem senhores uns dos outros e podemos dizer, por extensão, de se tornarem senhores do povo de Deus. Existe uma linha muito fina entre serviço e senhorio, entre discipulado e dominação. A grande maioria das lideranças com as quais convivemos, tem cruzado essa linha sem muita cerimônia e não escondem seu aborrecimento quando confrontado pelos fatos.


Nesta cultura acelerada em que vivemos, orientada para o “fazer”, corremos o risco de mergulhar no ativismo religioso. Raramente experimentamos, em nosso tempo a sós, a presença sobrenatural de Deus. Portanto não importa em que etapa estamos espiritualmente, temos de ter como objetivo dedicar tempo a Deus, e viver com o sentimento de sua presença.


Maranata!


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