SANTO VIVO - ESTUDOS BÍBLICOS
Daniel, Um Servo de Deus na Babilônia

DANIEL, UM SERVO DE DEUS NA BABILÔNIA

* J. DIAS


Texto Base: Salmos 137:1-4

Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas. Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do SENHOR em terra estranha?


Neste Salmo, os judeus estão lamentando a vida no cativeiro babilônico. Cativeiro que durou setenta anos, conforme anunciara o profeta Jeremias.


Os judeus foram levados cativos para Babilônia, por Nabucodonosor. Mas o que levou o povo de Judá para o cativeiro não foi o poderio do Império Babilônico, foi à desobediência as leis de Deus. Eles foram avisados por muitos anos pelos profetas sobre o que lhes aconteceria se não se voltassem para Deus, mas não deram ouvidos.


Entre os cativos haviam pessoas que eram fiéis ao Senhor. Alguns tiveram uma vida próspera na Babilônia, apesar dos contratempos que tiveram. A história de Daniel, confirma isso. Ele preferiu não se contaminar com os deuses do povo babilônico,  permanecendo fiel ao Deus do céu.


Quem serve a Deus e tem o Senhor no coração, onde for será abençoado, pode mudar de bairro, de cidade, de estado, de país ou de Igreja, Deus estará dentro dele, por que ele pertence ao Senhor. Assim foi com Daniel. Levado jovem para o cativeiro, mas sabendo a quem servia, sabendo com quem poderia contar sempre.


Quando estava se aproximando o tempo determinado por Deus, para que a sorte dos judeus mudasse, e eles pudessem voltar a Jerusalém, o Senhor começou a agir.


O rei da Babilônia, Belsazar deu um grande banquete para mil de seus nobres. Mandou trazer os utensílios que Nabucodonosor tinha retirado do templo em Jerusalém, para que todos usassem na festa. De repente apareceram dedos escrevendo na parede. Todos os presentes viram. Belsazar ficou pálido. Apavorado mandou convocar todos os encantadores, astrólogos, adivinhos e prometeu a eles: “Aquele que ler a escritura e der sua interpretação receberá presentes nobres e será o terceiro em importância no reino”. Ninguém conseguiu ler o que estava escrito. Isto deixou o rei ainda mais aterrorizado.


Na oferta de presentes para quem interpretasse a escrita na parede, há algo interessante, é que Belsazar oferece o terceiro lugar em importância no reino da Babilônia. Porque não o segundo lugar? Quem seria o segundo? A Bíblia não explica, mas a história da Babilônia deixa bem claro o porquê dessa oferta. O rei da Babilônia era Nabonido que se encontrava em viagem, por isso Belsazar estava reinando. Nabonido era pai de Belsazar. Belsazar era co-regente. Então Nabonido era o primeiro e Belsazar o segundo no reino.


Quando a rainha mãe soube dos acontecimentos, disse ao rei para mandar chamar Daniel, homem que havia interpretado sonhos do seu antepassado, Nabucodonosor. Ela falou assim sobre Daniel: “Porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e conhecimento, e entendimento, interpretando sonhos e explicando enigmas, e resolvendo dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar. Chame-se, pois, agora Daniel, e ele dará a interpretação" (Daniel 5:12).


Daniel foi convocado e ouviu do rei as mesmas promessas. Disse que recusava os presentes, mas que o Deus do céu o revelaria o que estava escrito e também a interpretação. Daniel fez a leitura e a interpretação. O texto escrito na parede era: 


MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM (Parsim).


Esta é a interpretação:

MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou.

TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta.

PERES(singular de Parsim): Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas (Dn 5.25-28).


Naquela noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus. Terminou o império babilônico. Inicia-se o período Persa.


Depois desses acontecimentos, no primeiro ano do reinado de Dario, Daniel entendeu pelas profecias do profeta Jeremias que o abandono de Jerusalém duraria setenta anos, e este tempo estava se cumprindo.


Após este entendimento, o profeta foi orar ao Senhor. Daniel não foi exigir ou determinar a Deus o fim do cativeiro. Fez uma oração de humilhação, de reconhecimento que os acontecimentos que sobrevieram sobre os judeus, foi por culpa de seus pecados, e suplicou ao Senhor que concedesse aos filhos de Israel o retorno para sua pátria.


Daniel servia a Deus com sinceridade de coração e poderia ter feito uma oração de auto-afirmação, poderia ter cobrado a Deus seus direitos de servo cumpridor de seus deveres, mas não, ele colocou-se em igualdade com os que pecaram contra o Senhor. Sua oração foi ouvida e suas súplicas atendidas.


Aprendemos com Daniel, que não devemos ficar nos justificando para o Senhor, devemos sim, reconhecer que somos servos, que somos dependentes de sua graça. Que por mais que façamos, por mais que nos santifiquemos, por mais que Ele nos use em visões, profecias, palavras de conhecimento ou sabedoria, não devemos nos colocar acima dos outros irmãos, afinal somos o vaso e o Senhor o oleiro. É Ele quem nos molda para que O sirvamos conforme a sua vontade. Devemos nos permitir ser moldados por Deus, e esse permitir, significa estar pronto para fazer a vontade Dele, colocar a vontade do Senhor acima de nossas vontades.


Na oração que Jesus nos ensinou, o Pai Nosso, a maneira correta de pedir a Deus é: reconhecer quem é o Senhor, afirmar Sua Santidade e deixar que seja feita a sua vontade (Lc 11.2).


Não faça orações exaltando a si mesmo, dizendo para Deus suas qualidades, Ele te conhece. Jesus disse que quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado (Lc 14.11).


* Editor do Site


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